A Copa do Mundo de 2022, que se tornou a maior da história, contou com a participação de 1.248 jogadores, os quais estavam vinculados a 449 clubes em 70 países. Apesar da crescente globalização do torneio, algumas seleções continuam a optar por atletas que atuam em sua liga nacional.
Um exemplo disso são Qatar e Arábia Saudita, que levaram 25 dos 26 convocados jogando em clubes locais, todos na primeira divisão. No Qatar, apenas um jogador atua fora do país: o meio-campista Ahmed Fathy, que defende o Pyramids, do Egito. Na Arábia Saudita, o único atleta fora é o lateral-direito Saud Abdulhamid, que joga pelo Lens, da França.
A Liga Saudita tem ganhado destaque no cenário mundial do futebol, especialmente após investimentos significativos nos últimos anos. Para a Copa, 51 jogadores foram convocados a partir da liga, representando um aumento de 45,7% em relação aos 35 convocados em 2022. Na edição anterior do torneio, a maioria dos atletas convocados, 26 dos 35, integrava a própria seleção saudita.
Entre as seleções mais tradicionais, a Inglaterra se sobressai com o maior número de jogadores atuando em seus clubes locais. Dos 26 convocados, 21 pertencem à Premier League, o que corresponde a 80,8% do elenco. Em seguida, a Alemanha aparece com 19 jogadores provenientes da Bundesliga.
O Brasil, por sua vez, apresenta um total de sete atletas convocados que atuam no futebol nacional, o maior número desde a Copa de 2002. Entre os selecionados estão Weverton, do Grêmio; Alex Sandro, Danilo, Léo Pereira e Lucas Paquetá, todos do Flamengo; Danilo Santos, do Botafogo; e Neymar, do Santos.




