A safra de verão 2025/26 tem sido marcada por forte pressão de plantas daninhas resistentes em diversas regiões produtoras de soja do Brasil e do Paraguai. Ao longo do ciclo, técnicos e produtores relataram aumento de áreas com infestações já estabelecidas e dificuldades de controle, refletindo o avanço da resistência e a maior complexidade do manejo no campo.
Neste estágio da safra, em grande parte das áreas agrícolas, a cultura já avançou e muitas decisões que poderiam reduzir o problema ficaram para trás no calendário agronômico. A disseminação de plantas resistentes deixou de ser pontual e passou a fazer parte da rotina em diferentes sistemas produtivos.
A presença de áreas infestadas por espécies resistentes, muitas vezes já fora do ponto ideal de controle, tem sido cada vez mais comum. Isso mostra como o manejo ficou mais complexo e como decisões antecipadas fazem toda a diferença ao longo da safra.
O impacto aparece na redução de produtividade, no aumento de custos, na maior dificuldade operacional e na pressão ampliada para o próximo ciclo. Entre as espécies mais recorrentes estão buva, caruru, picão-preto, capim-pé-de-galinha e capim-amargoso, com resistência a diferentes mecanismos de ação, o que exige estratégias integradas desde o início.




