Na madrugada deste domingo (24), a Rússia confirmou o lançamento de um ataque aéreo contra a capital da Ucrânia, Kiev, utilizando vários mísseis, entre eles o hipersônico Oreshnik, considerado um dos mais avançados do arsenal russo. A ofensiva teve como alvo instalações militares e foi anunciada pela agência EFE.
O Ministério da Defesa da Rússia declarou que os ataques foram uma resposta a ações da Ucrânia, que, segundo a Rússia, teriam atingido alvos civis em seu território. Na operação, foram empregados 600 drones de ataque e 90 mísseis lançados de diferentes plataformas, incluindo mar, ar e terra.
Yuri Ignat, porta-voz da Força Aérea ucraniana, informou que o míssil Oreshnik estava entre os 690 sistemas de ataque utilizados pela Rússia durante os bombardeios. Os alvos da ofensiva incluíram instalações de comando militar, bases aéreas e empresas ligadas à indústria de defesa no país.
De acordo com informações de autoridades locais, o ataque resultou na morte de pelo menos quatro pessoas e deixou outras 56 feridas, com esses números sendo considerados preliminares.
O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia e ex-presidente do país, Dmitry Medvedev, afirmou que os bombardeios foram uma retaliação ao ataque fatal realizado por Kiev em uma residência estudantil na região de Lugansk. Medvedev ressaltou que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e sua equipe provocaram uma resposta severa da Rússia com seus ataques, que, segundo ele, afetaram crianças.




