O Ministério da Agricultura russo anunciou a suspensão temporária de licenças para a exportação de nitrato de amônio, um fertilizante muito utilizado no Brasil. A medida tem validade inicial de um mês e visa garantir estoque interno suficiente durante a temporada de plantio da primavera.
A Rússia, responsável por 40% do comércio global do insumo, argumentou que a decisão foi tomada para priorizar as necessidades do mercado interno. O Brasil, por sua vez, deve enfrentar preços mais altos e um racionamento para conseguir manter a produção agrícola durante a próxima safra.
A pasta detalhou que todas as licenças de exportação já autorizadas foram revogadas e que novos pedidos estão suspensos até 21 de abril, com exceção de contratos com governos específicos que não foram citados.
A medida afeta países que dependem da Rússia para suprir suas necessidades de fertilizantes, incluindo o Brasil, Índia, Peru, Mongólia, Marrocos e Moçambique.




