Na última segunda-feira (1º), o governo da Rússia anunciou a intenção de aumentar a cooperação com o regime comunista de Cuba, em meio a uma crise energética no país caribenho e ao endurecimento das sanções impostas pelos EUA. O vice-ministro das Relações Exteriores, Sergei Ryabkov, destacou que os dois países estão desenvolvendo e implementando projetos em áreas consideradas estratégicas, como energia, metalurgia, transporte, agricultura, biofarmacêutica, biotecnologia, tecnologia da informação, comunicação e educação.
Durante a abertura de uma exposição em Moscou, que homenageia revolucionários cubanos, Ryabkov enfatizou que diversos projetos promissores nas áreas citadas estão em andamento. Este gesto reforça a aliança entre os regimes de Moscou e Havana, especialmente em um momento crítico para Cuba, que enfrenta apagões, escassez de combustíveis e dificuldades econômicas acentuadas pela redução de investimentos externos e pela pressão dos EUA.
O diplomata também comentou sobre as conversas entre a Rússia e os EUA a respeito da situação de Cuba, afirmando que as posições de ambos os países sobre a ilha são atualmente divergentes. Ele mencionou que o tema da pressão americana sobre Cuba é recorrente nas discussões com os americanos, e que as abordagens adotadas são radicalmente opostas.
Ryabkov classificou como "ilegal" a política dos EUA em relação a Cuba e expressou que a Rússia não pode permanecer indiferente diante da situação enfrentada pela ilha. Ele ressaltou a compreensão da Rússia sobre as circunstâncias que Cuba vive devido ao bloqueio americano e à crescente pressão externa.
Além disso, a Interfax informou que Moscou e Havana planejam manter novos diálogos durante o Fórum Econômico de São Petersburgo. Espera-se que representantes dos dois países discutam a agenda bilateral no âmbito da chamada "comissão intergovernamental" entre Rússia e Cuba.




