Durante a noite do dia 15 de agosto, feriado nacional na Itália, quatro obras do renomado pintor do século 15 Antonello da Messina foram roubadas do Museu Regional de Messina. O ministro da Cultura da Itália, Alessandro Giuli, expressou surpresa e tristeza em relação ao ocorrido, que retira da cidade natal do artista parte de seu legado artístico.
Os ladrões conseguiram entrar no museu e levaram três dos cinco painéis do retábulo conhecido como Polittico di San Gregorio. Esta obra, originalmente composta por seis painéis e destinada a um mosteiro destruído por um terremoto em 1908, é a única obra do pintor siciliano que permanece em sua cidade natal. Além disso, os criminosos também subtraíram uma pequena pintura que retrata a Virgem com o Menino e um monge franciscano, que faz parte da coleção Wilhelm Soldan e foi adquirida pela Região da Sicília em 2003.
Enzo Caruso, vereador responsável pela cultura, comentou que a recente compra de uma obra de Antonello da Messina pelo governo italiano por US$ 15 milhões pode ter tornado o museu um alvo para os criminosos. A obra adquirida destaca-se como um dos principais ativos artísticos do país e seu valor pode ter atraído a atenção indesejada dos ladrões.
Antonello da Messina, nascido por volta de 1430, é conhecido por sua habilidade técnica e pela influência de artistas flamengos e provençais em seus trabalhos. Ele retornou a Messina em 1457 e permaneceu ativo até sua morte em 1474, deixando um legado significativo na história da arte.
Este evento de furto ocorre em um contexto onde a polícia italiana recuperou recentemente três obras de mestres franceses, incluindo Paul Cézanne, Pierre-Auguste Renoir e Henri Matisse, que haviam sido roubadas de um museu na cidade de Parma em março. A sequência de crimes contra o patrimônio artístico levanta questões sobre a segurança das coleções em museus italianos e a proteção do patrimônio cultural do país.




