Roberto Sánchez, candidato de esquerda à Presidência do Peru, fez um apelo por uma recontagem completa dos votos do segundo turno das eleições. Isso ocorreu após a candidata Keiko Fujimori, do partido de direita Fuerza Popular, aumentar sua vantagem sobre Sánchez em quase duas mil cédulas nesta sexta-feira (12).
A proposta de recontagem foi rapidamente rechaçada pela equipe de Fujimori. Luis Galarreta, candidato a vice-presidente pelo partido Fujimorista, afirmou a jornalistas que a democracia deve ser respeitada dentro de um marco legal. Ele enfatizou que uma recontagem não pode ser decidida de forma arbitrária e que as instituições eleitorais devem ser respeitadas.
Galarreta detalhou que as comissões eleitorais especiais (JEE) estão atualmente realizando a recontagem dos votos nas seções eleitorais que apresentaram supostas irregularidades. O candidato do partido Fujimorista destacou que a decisão sobre quais seções devem ser recontadas cabe ao júri eleitoral, e não a Roberto Sánchez.
Com menos de 2% dos votos ainda a serem apurados, Sánchez anunciou em coletiva de imprensa que havia formalizado a proposta de revisão junto a Fujimori, especialmente em locais onde há indícios de falta de transparência. Ele declarou que o partido Fuerza Popular pretende anular votos do sul, enquanto seu próprio partido, Juntos por el Perú, identificou possíveis irregularidades em Lima e na votação no exterior.
Sánchez ressaltou que a ação conjunta entre os partidos poderia proporcionar ao público “estabilidade, certeza e total confiança” no processo eleitoral, independentemente do resultado. Até o momento, Os Tribunais Eleitorais Especiais (JEE) receberam 1.579 atas de apuração do segundo turno, das quais 154 foram destinadas à recontagem. Contudo, apenas quatro dessas atas chegaram à audiência pública para a realização do procedimento.
Com 98,27% das atas já apuradas, Keiko Fujimori detém 50,004% dos votos, enquanto Roberto Sánchez possui 49,996%, o que representa uma diferença de 1.616 votos a favor da candidata de direita. A situação se mostra tensa à medida que as partes envolvidas buscam garantir a legitimidade do processo eleitoral.




