John Healey, que ocupava o cargo de Secretário de Defesa do Reino Unido, apresentou sua renúncia nesta quinta-feira (11), em um movimento que acentua a crise política no governo do primeiro-ministro trabalhista Keir Starmer. Healey justificou sua saída através de uma carta endereçada ao premiê, onde destacou a insuficiência de financiamento ao Plano de Investimento em Defesa (DIP).
O DIP, que foi apresentado ao secretário na última segunda-feira (8), não atende às necessidades das Forças Armadas, . Na correspondência, ele ressaltou que o plano atual é “muito aquém do que é necessário para a defesa e para o país neste momento perigoso”, afirmando que a falta de recursos o levou a não ter outra opção a não ser renunciar.
Um relatório do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo, divulgado em abril deste ano, revelou que o Reino Unido reduziu seus investimentos em defesa em comparação aos aliados. De acordo com a pesquisa, o país caiu do quarto para o sexto lugar no ranking dos maiores gastos com defesa, alocando US$ 89 bilhões para essa área em 2025, o que representa uma diminuição de 2% em relação ao ano anterior.
Os gastos em defesa britânicos corresponderam a 2,4% do PIB em 2024. A saída de Healey não apenas provoca uma nova turbulência no governo de Starmer, mas também ocorre em um contexto de crescente rejeição ao premiê, que já enfrentava dificuldades após as eleições locais de maio, onde o partido de direita nacionalista Reforma Reino Unido obteve uma vitória significativa contra os trabalhistas.
A situação política se complica ainda mais, com a perspectiva de que outros membros do governo também possam deixar seus cargos. Há rumores de que um desafio para substituir Starmer como líder do Partido Trabalhista pode ser lançado ainda este ano, aumentando a pressão sobre a administração atual e sua capacidade de se sustentar no poder.




