O Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos divulgou um relatório que manifesta preocupação com decisões da Justiça do Brasil relacionadas a redes sociais. O documento acusa o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, de praticar censura e guerra jurídica que podem interferir na eleição presidencial brasileira programada para outubro.
O relatório destaca que as ordens de remoção de conteúdo emitidas pelo Brasil em âmbito global, em coordenação com censores dos EUA e de outros países, representam uma ameaça à liberdade de expressão dos americanos. Além disso, as ações do Brasil são vistas como uma tentativa de silenciar a dissidência política tanto nacionalmente quanto internacionalmente.
O comitê também menciona que muitas ordens de censura de Moraes visam seus oponentes políticos e apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente em um período crítico antes da eleição. O relatório cita ordens emitidas contra Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que reside nos EUA e é um defensor de sanções contra Moraes.
As ordens de censura e os pedidos de informação da Polícia Federal proíbem plataformas de divulgar decisões relacionadas à suspensão da confidencialidade das investigações. O Comitê Judiciário, presidido pelo deputado republicano Jim Jordan, afirmou que a campanha de censura de Moraes ameaça a democracia brasileira e a liberdade de expressão nos EUA, prometendo continuar a supervisão sobre essas questões.




