Reinaldo Azambuja, ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, destacou a importância de fortalecer a presença da União nas fronteiras do Brasil como parte de sua proposta para a segurança pública. Ele enfatiza a necessidade de o Governo Federal aumentar investimentos em efetivo, inteligência e tecnologia, visando o combate ao tráfico internacional de drogas e ao contrabando de armas nas divisas com o Paraguai e a Bolívia.
O estado de Mato Grosso do Sul, que possui mais de mil quilômetros de fronteira internacional, requer uma atuação contínua das forças federais, como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. Reinaldo argumenta que essa presença é crucial para evitar a entrada de produtos ilícitos que alimentam organizações criminosas em várias partes do país. Em suas palavras, "a segurança das famílias brasileiras começa na nossa fronteira" e ele defende que a luta contra o crime transnacional não deve ser esporádica, mas sim constante.
A proposta de Reinaldo integra o eixo de segurança pública do PL, denominado "Brasil sem Medo". Ele ressalta que, apesar de a proteção das fronteiras ser uma responsabilidade constitucional da União, a maior parte das operações de combate ao tráfico e ao contrabando é realizada pelas polícias estaduais, o que resulta em uma sobrecarga para essas forças locais.
Durante sua gestão como governador, Reinaldo Azambuja alega ter alcançado resultados significativos na segurança pública, com um investimento total de R$ 649,7 milhões no setor. Esse investimento resultou na aquisição de 1.705 viaturas e na destinação de R$ 80 milhões para a compra de aeronaves, além da contratação de 3.079 servidores e a realização de 9.747 promoções. Ele também criou 11 núcleos de inteligência voltados para o combate ao crime organizado.
Um dos indicadores destacados por Reinaldo é a taxa de elucidação de homicídios, que alcançou 89% durante seu governo. Além disso, foram apreendidas aproximadamente duas mil toneladas de drogas em um período de sete anos, resultados que ele atribui à colaboração entre as forças estaduais.
Reinaldo conclui afirmando que sua preocupação sempre foi a proteção das famílias e que o modelo de segurança adotado Em Mato Grosso do Sul deve ser replicado em nível federal. Ele defende que é necessário garantir que o Brasil não continue apenas a "enxugar gelo", mas que comece a fechar as portas para o crime, especialmente nas áreas de entrada dos ilícitos.




