Diante do avanço da tramitação de propostas que visam acabar com a escala de trabalho 6×1, parte do Congresso Nacional se articula para aprovar uma nova desoneração da folha de pagamento como forma de compensação para o setor produtivo. O deputado Domingos Sávio afirmou ser razoável uma redução de jornada, mas cobrou uma contribuição do Executivo.
A CNI defende que qualquer mudança deve considerar a diversidade de realidades produtivas do país, os efeitos sobre os setores econômicos e empresas de diferentes portes, além das disparidades regionais e do impacto sobre a competitividade e a criação de empregos formais.
Especialistas alertam que uma nova desoneração da folha de pagamento teria impacto significativo nas contas públicas. Entre as alternativas em discussão estão a jornada de cinco dias trabalhados com dois de descanso, com no máximo 40 horas semanais, sem redução de salário, ou uma redução gradual das horas trabalhadas por semana, passando das atuais 44 para 40 horas.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, já demonstrou estar alinhado ao governo, ao declarar que pretende finalizar a discussão sobre o tema em maio.




