Mato Grosso do Sul registrou a quarta morte por chikungunya em 2026, todas ocorrendo na mesma Reserva Indígena de Dourados. A Vigilância em Saúde e o Ministério da Saúde informaram que a situação nas aldeias Jaguapiru e Bororó é epidêmica, com um aumento significativo de casos nas últimas semanas.
A última vítima foi uma mulher de 60 anos com comorbidades, que faleceu em 12 de março. Antes dela, outras três mortes foram confirmadas: uma mulher de 69 anos, um homem de 73 anos e um bebê de três meses, todos residentes na reserva. Até agora, todos os óbitos por chikungunya no estado são dessa população, que conta com cerca de 15 mil habitantes.
Na reserva, foram notificados 407 casos da doença, com 202 confirmados, 181 em investigação e 24 descartados. Em Dourados, a área urbana também apresenta um cenário alarmante, com 912 notificações e 379 casos confirmados em 2026. A incidência de chikungunya é muito mais elevada entre os indígenas, apesar de a população urbana ser significativamente maior.
Diante do crescimento da doença, a Prefeitura de Dourados organizou um mutirão nas aldeias, com apoio do Governo do Estado e do Ministério da Saúde. Equipes da Secretaria Municipal de Saúde já vistoriaram 4.319 imóveis e implementaram medidas de combate à disseminação do vírus. O estado de Mato Grosso do Sul lidera a incidência de chikungunya no Brasil, com 90,2 casos prováveis por 100 mil habitantes.




