O Brasil apresenta altos índices de feminicídio, com 1.568 mulheres assassinadas em 2025, representando um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. Apesar de avanços legais, como a Lei Maria da Penha, a violência contra a mulher continua sendo uma das violações de direitos humanos mais graves no país. Nesse contexto, o Projeto Banco Vermelho surge como uma intervenção urbana para provocar reflexão pública sobre o tema.
A iniciativa ganhou força a partir da atuação de ativistas e organizações, sendo transformada em política pública nacional pela Lei nº 14.942/2024. O projeto consiste na instalação de bancos vermelhos em locais de grande circulação, como praças e universidades, acompanhados de mensagens de denúncia e informações de contato, como o número 180. O objetivo é educar, lembrar e prevenir a violência contra mulheres.
Em 2026, a Universidade de Brasília (UnB) integrou oficialmente o calendário da campanha do Banco Vermelho, que visa enfrentar a violência de gênero. Os bancos servem como lembretes diários da urgência do feminicídio e das diversas formas de violência, com impacto visual que chama atenção. Além disso, funcionam como totens educativos, proporcionando informações acessíveis à população.
Outra função dos bancos é atuar como um memorial às vítimas de feminicídio, resgatando a memória de mulheres assassinadas e humanizando o debate público. A mobilização social é ampliada pela participação de governos, movimentos de mulheres e instituições, garantindo que a luta contra a violência de gênero continue em evidência.




