A previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no Brasil, aumentou de 4,17% para 4,31% neste ano. A atualização foi divulgada no Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) que reflete as expectativas de instituições financeiras sobre indicadores econômicos. Este é o terceiro aumento consecutivo na previsão, que ainda se mantém dentro do intervalo da meta do BC, estabelecida em 3%, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Em fevereiro, a inflação oficial do mês apresentou alta de 0,7%, superando o índice de janeiro, que foi de 0,33%. Apesar disso, o acumulado em 12 meses caiu para 3,81%, abaixo da marca de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. Para os anos seguintes, as projeções para 2027, 2028 e 2029 também foram ajustadas, passando para 3,84%, 3,57% e 3,5%, respectivamente.
A taxa Selic, que atualmente está em 14,75% ao ano, é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para atingir a meta de inflação. O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual na última reunião, embora uma redução maior fosse a expectativa antes do aumento das tensões no Oriente Médio. O próximo encontro do Copom está agendado para abril.
As estimativas para a Selic nos anos seguintes permanecem em 12,5% ao ano até o final de 2026, com previsões de redução para 10,5% em 2027 e 10% em 2028. A Selic elevada tem o objetivo de conter a demanda e controlar a inflação, enquanto a sua redução tende a baratear o crédito, estimulando a economia.




