No dia 24 de abril, data em que se celebra o Dia Internacional do Milho, a relevância dessa cultura se evidencia Em Mato Grosso do Sul. O milho não é apenas um componente fundamental na alimentação animal, mas também um dos pilares da agroindústria local. A produção do cereal tem crescido, especialmente na fabricação de etanol, consolidando seu espaço nas cadeias de proteína animal e no comércio internacional.
Atualmente, o milho é vital para a produção de rações, essencial para a criação de aves e suínos. Além disso, sua utilização na fabricação de biocombustíveis tem aumentado, agregando valor à produção. De acordo com dados do governo do estado, Mato Grosso do Sul ocupa a segunda posição no Brasil em termos de produção de etanol de milho, com uma expectativa de 2,07 bilhões de litros para a safra 2025/2026.
Os números mais recentes refletem esse crescimento significativo. Em 2025, foram processadas cerca de 4,6 milhões de toneladas do cereal, resultando em 1,4 milhão de toneladas de DDG, um coproduto fundamental para a nutrição animal. Essa evolução demonstra a capacidade do estado em não apenas produzir, mas também em transformar o milho em produtos de maior valor agregado.
No que diz respeito ao comércio exterior, o milho sul-mato-grossense mantém uma presença significativa. Em 2025, o estado exportou aproximadamente 2 milhões de toneladas do cereal, com destinos que incluem países como Irã, Vietnã, Bangladesh, Arábia Saudita, Egito, Iraque, Filipinas e Indonésia.
Para a safra 2025/2026, a previsão é de que a produção alcance 11,1 milhões de toneladas, cultivadas em uma área estimada de 2,2 milhões de hectares. O presidente da Aprosoja/MS, Jorge Michelc, destaca que o milho evoluiu de uma cultura complementar para um elemento estratégico na agricultura local. Essa mudança é um indicativo da força dos produtores de Mato Grosso do Sul e de sua capacidade de agregar valor e promover o desenvolvimento no setor agropecuário.



