O julgamento do réu João Vitor de Souza Mendes, acusado de matar dois adolescentes durante um atentado em Campo Grande, foi adiado novamente nesta quarta-feira (25). A audiência não ocorreu porque o advogado do réu não compareceu ao fórum e não apresentou justificativa.
No crime, ocorrido na Rua Flor de Maio, no Jardim das Hortênsias, dois homens em motocicleta dispararam contra um jovem que vendia drogas, atingindo por acidente Aysla Carolina de Oliveira Neitzke e Silas Ortiz Grizahay, ambos de 13 anos, que morreram. O processo estava desmembrado por causa de um adiamento anterior, quando o defensor apresentou atestado médico para justificar ausência. Agora, a Justiça nomeou um defensor público e reagendou a audiência para a primeira quinzena de abril, sem definir a data exata.
Em maio de 2024, dois suspeitos do atentado foram presos. Um deles, identificado como 'Jacaré', foi flagrado com uma arma na mesma rua do crime. O outro foi detido ao sair de uma casa de massagem na Vila Jacy, com revólver calibre 357. Ambos admitiram participação no disparo, mas o piloto alegou que os tiros que mataram os adolescentes foram acidentais. A moto usada no crime não estava registrada e havia sido apreendida, mas a arma que atingiu as vítimas não foi encontrada.
Quatro outros réus foram julgados em novembro de 2025. Nicollas Inácio Souza da Silva, responsável pelos disparos, foi condenado a 43 anos e 20 dias de reclusão. Kleverton Bibiano Apolinário da Silva, apontado como mandante, recebeu 14 anos pela tentativa de homicídio do alvo. Rafael Mendes de Souza foi condenado a 11 anos por receptação e participação. George Edilton Dantas Gomes foi absolvido. Todos os condenados também foram obrigados a pagar indenizações de R$ 5 mil à vítima sobrevivente e R$ 15 mil aos familiares das adolescentes mortas.




