As regiões Sul e Sudoeste de Mato Grosso do Sul devem enfrentar uma redução significativa nas chuvas nos próximos dias, o que intensifica a escassez hídrica observada nos últimos dois meses. Essa situação eleva o risco de focos de calor, conforme a Análise Meteorológica do Cemtec, apresentada na 25ª reunião do Cicoe, no Comando-Geral da Polícia Militar.
O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, expressou preocupação com as irregularidades no regime de chuvas, alertando que o Governo do Estado deve permanecer em vigilância para evitar a descontrolação dos focos de calor. Dados do Cemtec mostram que, em janeiro, as chuvas ficaram abaixo da média histórica em praticamente todo o Estado, com uma leve melhora em fevereiro, mas ainda assim, 29 dos 65 pontos monitorados apresentaram volumes aquáticos abaixo do esperado.
A tendência para o período de 3 a 19 de março indica uma continuidade na redução das chuvas nas regiões Sudoeste e Sul de Mato Grosso do Sul, enquanto outras áreas do Estado poderão ter volumes próximos da média histórica. O trimestre de março, abril e maio coloca metade do território estadual, especialmente áreas da bacia do Rio Paraná, em alerta para incêndios florestais.
Outro fator preocupante é o aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que deverá causar mudanças climáticas globais nos próximos meses, configurando o fenômeno El Niño. A expectativa é de temperaturas acima do normal em Mato Grosso do Sul e chuvas abaixo da média histórica, o que favorece a ocorrência de incêndios florestais. O El Niño deve se estabelecer a partir de maio e influenciar o clima até o fim do ano, o que requer monitoramento contínuo e medidas de prevenção em todo o Estado.




