O agronegócio brasileiro atravessa um período de forte pressão financeira, marcado pela combinação de preços mais baixos, juros elevados e restrição de crédito. A avaliação é de que essa pressão se espalha por toda a cadeia produtiva, afetando produtores, fornecedores de insumos, revendas e tradings.
A soja negociada em patamares pressionados diminui a receita dos produtores, estreita o caixa e aumenta o risco operacional. Esse ambiente explica a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no setor, que somaram 565 solicitações no segundo trimestre de 2025, crescimento de 31,7%.
A discussão central deixa de ser apenas produtividade e passa a envolver a estrutura de capital. Com juros altos, a compra de máquinas e caminhões pode transformar investimentos em custos fixos difíceis de sustentar. A locação surge como alternativa para preservar caixa e limite de crédito, garantir flexibilidade de frota e trazer previsibilidade de custos.
A proposta defendida é assumir a gestão dos ativos, permitindo que produtores, gestores e cooperativas concentrem esforços na operação agrícola e no ganho de produtividade por hectare, buscando mais resiliência para atravessar o atual ciclo.




