A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), realizou uma reunião de alinhamento com 16 secretarias do Executivo Municipal, com o objetivo de planejar as ações para os próximos meses. Durante o encontro, que ocorreu nesta quinta-feira (21), foi assinado o contrato de gestão com os titulares e adjuntos das pastas. Essa reunião acontece poucos dias após um encontro para reaproximação com os vereadores da Capital.
Em um movimento estratégico, o Grupo Zahran, por meio da RMC (Rede Matogrossense de Comunicação), anunciou a aquisição do controle acionário das empresas de comunicação do Grupo Jaime Câmara. A operação é significativa, pois une ativos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul com os de Goiás e Tocantins. A RMC, que atua desde 1965, é afiliada à Rede Globo e opera diversas emissoras de TV, rádios e portais de notícias na região.
No mesmo dia em que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) confirmou a perda do mandato do deputado estadual Neno Razuk (PL), o deputado federal Geraldo Resende, conhecido rival político da família Razuk, esteve presente na Assembleia Legislativa para compromissos institucionais. Ao ser questionado sobre a saída de Neno da Assembleia, após a redistribuição da vaga ao PSDB, que beneficiará João César Mattogrosso, Geraldo Resende optou por não comentar diretamente o caso, mas fez uma observação crítica sobre a gestão de Délia Razuk, ex-prefeita de Dourados, a qual ele havia enfrentado nas eleições de 2016.
Geraldo Resende, ao recordar a disputa eleitoral, mencionou que os resultados foram reconhecidos por ele na época, mas insinuou que a administração de Délia foi uma “catástrofe”, referindo-se ao impacto de sua gestão. Além disso, o deputado abordou a questão do Consórcio Guaicurus, reconhecendo a litispendência em uma ação civil pública que discute a qualidade do serviço de transporte na Capital, indicando que a concessão será debatida no contexto dessa ação.
Em um âmbito mais amplo, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) iniciaram tratativas para a criação de um Cadastro Estadual dos Condenados por Racismo ou Injúria Racial. Essa iniciativa, prevista em lei desde 2018, visa incluir os condenados por discriminação racial entre os bancos de dados que reúnem informações pessoais, fotografia e histórico criminal de pessoas com condenação definitiva. O acesso a essas informações será restrito a órgãos como polícias, Ministério Público e Judiciário, ampliando as medidas de proteção a crianças, adolescentes e mulheres, que já incluem cadastros de condenados por pedofilia e crimes relacionados à violência doméstica e familiar.




