Os preços do petróleo chegaram a ultrapassar a marca de US$ 110 por barril nesta terça-feira, 28 de abril, marcando o maior valor em três semanas. O aumento é impulsionado por crescentes preocupações relacionadas aos atrasos na reabertura do Estreito de Ormuz, que representam riscos significativos para o fornecimento global de petróleo.
Por volta das 12h45, o petróleo Brent para entrega em julho registrava alta de 2,6%, alcançando US$ 104 por barril. No início do pregão, os contratos futuros para junho chegaram a ser comercializados a US$ 111 por barril. Por sua vez, o WTI para junho, que é a referência do mercado norte-americano, estava sendo negociado a US$ 99 por barril, com um aumento superior a 3%.
Neil Wilson, estrategista do banco de investimentos Saxo, destacou em uma nota que “a escassez física está impulsionando os preços, e não as manchetes sobre a guerra”. Ele ressaltou que os investidores estão mais atentos ao que ocorre nas águas do Estreito, onde nada acontece, do que às questões diplomáticas em jogo.
Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou na segunda-feira que provavelmente não aceitaria a mais recente proposta apresentada pelo Irã para encerrar o conflito. De acordo com informações de duas fontes, Teerã sugeriu um plano que visa reabrir o Estreito de Ormuz, deixando a discussão sobre seu programa nuclear para negociações futuras.
O fechamento do Estreito de Ormuz e a incerteza nas negociações continuam a pressionar os preços do petróleo, conforme mencionado por Mohit Kumar, economista-chefe do banco de investimentos Jefferies. Kumar enfatizou que quanto mais tempo a passagem permanecer fechada, maior será a repercussão negativa na economia global.
As incertezas em torno do diálogo entre Estados Unidos e Irã também estão impactando os mercados de ações. Os principais índices estão operando com quedas ou apresentando altas modestas. Analistas do Deutsche Bank comentaram que os mercados estão atentos a quaisquer sinais de progresso nas negociações de paz, e a falta de avanços está intensificando os temores de que um acordo não será alcançado.




