Imagine que você é cientista, trabalhando na fronteira do conhecimento, buscando respostas para perguntas fundamentais sobre o funcionamento do corpo humano. A pesquisa em área biomédica laboratorial envolve um número enorme de insumos bastante específicos, incluindo reagentes, materiais biológicos e consumíveis de laboratório. Esses componentes são essenciais para cultivar organismos e células e tratar, testar, separar e analisar seus componentes.
A pesquisa biomédica brasileira depende de um fluxo constante de importações para funcionar, pois muitos insumos são desenvolvidos por empresas internacionais para o mercado mundial. De forma semelhante, muitos equipamentos altamente especializados, como microscópios ou espectrômetros de massas, são produzidos por um limitado número de empresas que fornecem equipamentos novos e/ou peças de reposição para o mundo todo.
O governo brasileiro reconhece a importância desse investimento, isentando de impostos os insumos de pesquisa importados por instituições de pesquisa públicas. No entanto, essa isenção não se aplica caso o processo de importação seja realizado pela empresa vendedora do insumo, mesmo que o consumidor final seja de uma instituição de pesquisa pública.
Isso pode parecer um detalhe, mas a diferença é astronômica, afetando o custo de reagentes e equipamentos para os pesquisadores brasileiros. Por exemplo, reagentes que para um pesquisador americano ou europeu custam US$ 500, são vendidos no mercado nacional brasileiro por valores na faixa de R$ 8.000




