A Planned Parenthood, maior rede de clínicas de aborto nos Estados Unidos, reportou um número inédito de 434.450 abortos realizados entre 2023 e 2024, conforme seu relatório anual. Quase 50% da receita da organização provém de fundos públicos, mesmo com um aumento nos serviços de aborto e uma redução em outras áreas de atendimento. O relatório também aponta que a Planned Parenthood enfrentou uma perda líquida de receita pela primeira vez em anos.
O número de abortos representa um crescimento de 8% em relação ao ano anterior, com cerca de 32.000 abortos a mais. É importante destacar que essa contagem não inclui abortos químicos feitos por telemedicina, que têm se tornado cada vez mais comuns. A redução nos serviços preventivos, como exames de Papanicolau e de câncer, continua uma tendência que já dura uma década, conforme relatado pelo Charlotte Lozier Institute.
Michael New, pesquisador do Charlotte Lozier Institute e professor na Universidade Católica da América, afirmou que os dados são consistentes com padrões observados ao longo dos últimos dez anos. Ele apontou que o número de abortos realizados pela Planned Parenthood cresceu mais de 34% nesse período, enquanto os exames de câncer caíram em mais de 42% e os serviços pré-natais diminuíram em mais de 55%.
New também destacou que a Planned Parenthood realiza quase 40% de todos os abortos nos Estados Unidos, o que representa uma significativa fonte de receita para a organização. Tessa Cox, outra pesquisadora do instituto, mencionou que as alternativas ao aborto superam as clínicas da Planned Parenthood em uma proporção de 15 para 1 no país.
A Planned Parenthood ainda não comentou sobre o relatório até o fechamento desta edição, enquanto defensores dos direitos das crianças não nascidas renovam o apelo para cortar os financiamentos públicos à organização.




