Médicos brasileiros apresentaram um estudo que compara o procedimento valve-in-valve mitral por cateter com a reoperação por cirurgia de peito aberto. A pesquisa foi realizada com pacientes que já haviam se submetido a cirurgia valvar e mostrou que, em um ano, a taxa combinada de morte ou AVC incapacitante foi de 5,3% no grupo tratado por cateter, enquanto no grupo cirúrgico foi de 20,8%.
O estudo, coordenado pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, avaliou pacientes com idade média de 58 anos, sendo a maioria mulheres e 70% apresentando hipertensão pulmonar. Em média, passaram-se cerca de 14 anos desde a operação anterior. Os resultados indicam que o implante por cateter reduziu morte, AVC e complicações em comparação com a cirurgia.
O cardiologista Fausto Feres, diretor do instituto, explicou que o procedimento por cateter teve menor mortalidade e AVC devido ao alto risco cirúrgico dos pacientes, que frequentemente enfrentam complicações como infecções pulmonares e disfunção renal pós-operatória. O método por cateter não requer abertura do tórax, resultando em uma recuperação mais rápida, com alta prevista em um ou dois dias.
Feres ressaltou a importância da seleção dos pacientes, indicando que aqueles com hipertensão arterial pulmonar devem ser preferencialmente tratados com válvula-em-válvula mitral. A pesquisa demonstra a superioridade desse método em um ano de seguimento, especialmente em populações com riscos cirúrgicos elevados.




