O presidente da Câmara de Vereadores de Campo Grande, Epaminondas Neto, o Papy, afirmou que as próximas sessões permitirão observar a reação dos vereadores à decisão da prefeita Adriane Lopes de vetar a lei que incluía igrejas em zonas de silêncio. Papy, que é pastor evangélico, argumentou que o tema deve ser abordado em um contexto mais amplo, com debates sobre a atualização das leis de silêncio e uso do solo.
Ele explicou que Campo Grande possui uma configuração urbana espalhada, com subcentralidades, e uma discussão técnica poderia indicar onde cada atividade, como igrejas e espaços de lazer, deve ser permitida. Papy considerou que a melhor forma de tratar o assunto seria evitar a urgência na proposição, que foi apresentada pelo vereador Wilton Celeste.
Em relação à Lei do Silêncio, Papy destacou que a norma é de 1992 e precisa ser atualizada para refletir as mudanças na cidade. Ele espera que a Prefeitura envie propostas de alteração no primeiro semestre para votação. O presidente ressaltou a importância de realizar audiências públicas e ouvir os setores envolvidos para obter um resultado positivo.
A prefeita justificou o veto afirmando que criar uma zona de silêncio para igrejas poderia ferir a isonomia e gerar insegurança jurídica, além de já haver regras sobre poluição sonora. A Câmara deve discutir se mantém ou derruba o veto da prefeita em sessão futura.




