O padre americano Michael Sliney, LC, teve uma experiência marcante ao participar de uma peregrinação na Trilha de São Charbel, localizada no Líbano. Considerada uma "joia escondida", a trilha de 130 quilômetros é um importante caminho de peregrinação que liga diversos mosteiros e vilarejos, além de locais históricos que remetem à tradição maronita e à figura de São Charbel.
Dividida em duas rotas principais, a trilha norte se estende por cerca de 80 quilômetros. Ela começa no Mosteiro de Santo Antônio de Qozhaya, no Vale de Qadisha, e passa por locais significativos, incluindo o local de nascimento de São Charbel e o Mosteiro de São Maroun em Annaya. Este último é conhecido por ter recebido a visita do Papa Leão XIV em 2025.
A rota sul cobre aproximadamente 50 quilômetros, iniciando na Sede Patriarcal Maronita em Bkerke, seguindo até Harissa, onde se encontra o Santuário de Nossa Senhora do Líbano. Este santuário é um dos mais importantes centros de peregrinação mariana do Líbano e termina no túmulo de São Charbel em Annaya.
Sliney, que possui mais de 27 anos de experiência no ministério sacerdotal em Washington, D.C., e Nova York, destacou a tranquilidade que a trilha proporciona, permitindo uma conexão profunda com Deus. Ele expressou que essa sensação foi particularmente forte no Vale de Qadisha, também conhecido como Vale dos Santos, onde se sente a continuidade da vida monástica maronita.
O padre comentou que a caminhada pela trilha é intensa, com subidas e descidas desafiadoras, mesmo para um maratonista como ele. Apesar de reconhecer a situação de conflito no sul do Líbano, Sliney afirmou ter se sentido mais seguro no país do que em Washington, D.C., ressaltando que a narrativa de que o Líbano é um destino perigoso é injusta.
Com partes da trilha ainda em desenvolvimento e captações de recursos em andamento, Sliney planeja retornar ao Líbano para completar sua jornada na Trilha de São Charbel, quando mais seções estiverem disponíveis para visitação.




