O partido Vente Venezuela, da líder opositora María Corina Machado, pediu a realização de eleições presidenciais imediatas na Venezuela, alegando que o país está diante de uma "ausência absoluta" de poder e que é necessário restabelecer a ordem constitucional.
Segundo o partido, a Constituição venezuelana prevê que, diante de uma "falta absoluta" do presidente, devem ser convocadas eleições em até 30 dias. O partido argumenta que esse prazo já deveria ter sido acionado, uma vez que mais de 90 dias SE passaram desde a retirada de Maduro do território venezuelano.
O comunicado também critica a decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela, que permitiu que Delcy Rodríguez assumisse o poder com base na tese de "ausência forçosa", classificação que não está prevista na Constituição. Para o Vente Venezuela, essa interpretação jurídica foi utilizada pela corte para evitar a convocação de eleições e manter o controle político do país.
Além disso, o grupo afirma que Rodríguez não foi eleita diretamente para o cargo e questiona a legitimidade de sua permanência à frente do Executivo venezuelano. A organização sustenta que "ignorar a aplicação das regras constitucionais permite a continuidade do sistema político atual e impede a transição democrática".
A manifestação do partido ocorre um dia após a Plataforma Democrática Unitária (PUD), principal coalizão opositora, anunciar que apresentará um plano de transição política no próximo domingo (12), marcando os 90 dias desde a captura do ditador Maduro e o início do regime interino de Delcy.
A oposição venezuelana afirma que ignorear a aplicação das regras constitucionais permite a continuidade do sistema político atual e impede a transição democrática. Ela pede que os venezuelanosensem que a situação política do país é "de ausência absoluta de poder" e que é necessário restabelecer a ordem constitucional.




