As investigações apontam que o grupo agia há vários anos, empregando armas de fogo e embarcações para intimidar comunidades ribeirinhas e pescadores. Além das ameaças, os suspeitos são investigados por furtos de bovinos e práticas de abigeato. Em um dos episódios registrados, houve disparos contra o gado em uma propriedade localizada na Baía de Albuquerque, resultando em dois animais carneados e outros dois que faleceram em decorrência dos ferimentos.
Durante a operação, os policiais realizaram buscas em um imóvel no Porto da Manga, o qual servia como ponto de apoio para os envolvidos. Na ação, foi apreendida uma espingarda calibre .22, sem numeração visível e com coronha artesanal, além de uma rede de pesca em fibra sintética ainda molhada. Também foram encontrados vestígios de crimes contra a fauna silvestre, incluindo carcaças de aproximadamente seis jacarés de grande porte, algumas submersas, e filetes de carne de jacaré armazenados no local.
Duas pessoas identificadas pelas iniciais J.A.M.S. e J.P.M.S. foram detidas em flagrante por posse irregular de arma de fogo e crimes ambientais. Em um desdobramento da operação, a 1ª DP de Corumbá cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um terceiro suspeito, identificado como E.S.G. Durante a busca em sua residência, os policiais encontraram outra espingarda calibre .22, escondida atrás de um móvel, além de dez munições de calibre .22 LR, três munições de calibre .38 SPL e um aparelho celular.
Os três homens foram levados para a 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá, onde foram iniciados os procedimentos da Polícia Judiciária. As investigações continuam com o intuito de identificar outros possíveis integrantes do grupo e avaliar a extensão dos danos patrimoniais e ambientais causados na região do Pantanal.




