A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul está participando da 2ª edição da Operação Redecarga, uma ação nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) entre os dias 27 de julho e 7 de agosto de 2026. A operação tem como objetivo combater crimes relacionados a roubos e furtos de cargas, fraudes logísticas, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial. No Estado, as investigações levaram à identificação de quase 100 toneladas de soja desviadas, avaliadas em aproximadamente R$ 200 mil.
As apurações, realizadas pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv) e pelo Núcleo de Recuperação de Ativos (NURAT), resultaram em três representações para prisão preventiva e em um pedido de alienação antecipada de um caminhão-trator, cujo valor é de R$ 247,7 mil. A operação contou com a colaboração das Polícias Civis de todos os estados brasileiros, além da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e integrantes da Rede Nacional de Recuperação de Ativos (Recupera).
Em Mato Grosso do Sul, a atuação focou em crimes relacionados à soja em grãos. As diligências incluíram a análise de documentos fiscais e de transporte, dados de circulação veicular, imagens de monitoramento e verificações em pontos estratégicos da cadeia logística. Em uma das investigações, foram desviadas cerca de 60 toneladas de soja, o que equivale a aproximadamente mil sacas, avaliadas em R$ 100 mil. Essa carga deveria ser entregue em uma unidade armazenadora, mas não chegou ao destino.
A Polícia Civil apurou indícios de fraude no transporte, que envolvem o uso de identificação falsa ou incompleta e a adulteração de sinais identificadores. Em outra investigação, cerca de 38,6 toneladas de soja, no valor de R$ 98 mil, também foram desviadas. Embora houvesse informações de que a mercadoria havia sido entregue, a empresa destinatária confirmou que nunca recebeu a carga e não há comprovante válido de descarga.
Além disso, foram identificadas ocorrências anteriores com características semelhantes e indícios de práticas que dificultam a localização dos envolvidos e dos veículos utilizados nos crimes. Três indivíduos foram identificados e tiveram representações de prisão preventiva encaminhadas ao Poder Judiciário, sendo considerados foragidos da Justiça.
No que diz respeito ao patrimônio, a Defurv e o NURAT solicitaram a alienação antecipada do caminhão-trator apreendido, avaliado em R$ 247.714,00. Essa medida visa evitar a depreciação do veículo, preservar seu valor econômico e garantir recursos para ressarcir as vítimas, por meio da conversão do bem em dinheiro e depósito judicial.




