O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, afirmou em audiência no Senado que o desmatamento no Brasil é uma das razões para a implementação de uma nova tarifa de 25% sobre importações brasileiras. A medida, que entrou em vigor às 01h01 de Brasília nesta quarta-feira (22), visa impactar diretamente os agricultores americanos. Greer destacou que as tarifas mais altas são justificadas por padrões ambientais considerados mais baixos em outros países.
Durante sua apresentação ao Comitê de Finanças, Greer mencionou que, apesar das desvantagens enfrentadas pelos Estados Unidos devido a essas práticas, o país está se aproximando de um superávit comercial agrícola. A nova tarifa foi estabelecida sob a alegação de que o Brasil adota práticas comerciais injustas, o que levou à necessidade de um novo medida protecionista.
Além da tarifa de 25%, o Brasil corre o risco de enfrentar uma sobretaxa adicional. Em junho, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) havia sugerido a imposição de uma nova tarifa de até 12,5% sobre o Brasil e outras 59 nações, citando problemas no combate à importação de produtos feitos com trabalho forçado. Essa situação gera apreensão entre os exportadores brasileiros, que podem ser afetados por uma série de restrições comerciais.
A decisão do Governo Trump reflete uma postura mais rigorosa em relação às questões ambientais e comerciais, enfatizando a importância de padrões elevados e práticas sustentáveis. A medida é parte de uma estratégia mais ampla para proteger a indústria americana, especialmente em um momento em que o comércio internacional enfrenta desafios significativos.
Com a implementação dessas tarifas, o governo dos EUA busca não apenas proteger seus interesses econômicos, mas também promover um debate sobre as práticas ambientais de seus parceiros comerciais, especialmente no contexto das mudanças climáticas e da sustentabilidade global.




