Vítimas de VIOLÊNCIA Doméstica em Dourados contarão com um novo recurso para garantir sua segurança. A partir de agora, aquelas que possuem medidas protetivas de urgência emitidas pela Justiça terão acesso a um dispositivo eletrônico que permite acionar a Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal de Dourados (GMD) em situações de risco. O lançamento do Soma (Sistema de Monitoramento e Acolhimento) ocorreu no dia 6 de novembro, e a expectativa é que essa tecnologia aumente a eficiência no atendimento às vítimas.
Quando acionado, o dispositivo emite um alerta sonoro na sala de comando da Guarda, ao mesmo tempo em que fornece aos agentes a localização da vítima e imagens tanto dela quanto do agressor. Essa abordagem tem como objetivo principal agilizar a resposta das equipes, permitindo o envio da unidade mais próxima de acordo com a urgência da situação até a chegada da Patrulha Maria da Penha, que conta com profissionais treinados, incluindo pelo menos uma mulher na viatura. O Diretor da Guarda Municipal, Jamil da Costa Matos, destaca que essa presença feminina pode fazer a diferença no desfecho das ocorrências.
O projeto Soma foi desenvolvido por meio de um Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a Guarda Municipal e uma empresa especializada em tecnologia. A escolha das vítimas que receberão os dispositivos será realizada pelo Ministério Público, que seguirá um protocolo que leva em conta critérios como a gravidade da situação, reincidências do agressor e o histórico de VIOLÊNCIA. O Promotor Daniel do Nascimento Britto, da 13ª Promotoria de Justiça de Dourados, enfatiza a necessidade de atenção especial para aqueles que, mesmo sob medidas protetivas, continuam a perseguir as vítimas.
Além do suporte imediato, o projeto também prevê um treinamento para os profissionais envolvidos, visando aprimorar a atuação da Patrulha Maria da Penha. A promotora Clarissa Torres, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento à VIOLÊNCIA Doméstica do MPMS, ressalta a importância de registrar as mortes de mulheres como feminicídio, o que implica em uma investigação com perspectiva de gênero. Esse enfoque é fundamental para entender e abordar as causas subjacentes da VIOLÊNCIA Doméstica, que muitas vezes são influenciadas por fatores culturais.
Clarissa também aponta que a sociedade ainda enfrenta um cenário onde muitos homens veem as mulheres como propriedades, uma mentalidade que precisa ser desconstruída. Para ela, a educação desde a infância sobre a igualdade entre os gêneros é um passo crucial para a mudança cultural necessária. Ao promover essa conscientização, acredita-se que será possível vislumbrar melhorias significativas na luta contra a VIOLÊNCIA Doméstica em Dourados e em todo o país.




