A entrada em vigor provisória de um novo acordo comercial a partir de maio representa uma mudança significativa para o agronegócio brasileiro. Essa nova fase amplia tanto as oportunidades de exportação quanto a necessidade de adaptação a exigências mais rigorosas do mercado internacional, que prioriza critérios de origem, sustentabilidade e transparência.
Durante um encontro promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro, foi destacado que o acordo surge em um contexto de reconfiguração das relações comerciais e de aumento das exigências do consumidor europeu. Nesse cenário, a apresentação do agro brasileiro deve ter uma importância equivalente à competitividade produtiva.
Há uma avaliação de que é possível fortalecer a confiança nos produtos brasileiros, especialmente por meio de investimentos em rastreabilidade e certificações. Esses elementos são essenciais para melhorar a percepção no mercado europeu, que foi impactada por debates ambientais nos últimos anos. Apesar de alguns avanços, ainda é necessária uma atuação mais estruturada.
Três pontos principais orientam essa estratégia: rastreabilidade, confiabilidade e sustentabilidade. A comprovação de origem e a transparência na cadeia produtiva, além da adoção de práticas ambientais adequadas, tornam-se condições básicas de acesso ao mercado. O presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, enfatiza que o setor deve mudar sua postura, utilizando essa oportunidade para reposicionar o agro brasileiro como uma marca global.



