A Expogrande, em Mato Grosso do Sul, é cenário de uma tradição familiar que SE mantém viva através de Márcia Regina da Mata. Natural de Fernandópolis (SP), ela agora comanda a venda de cocadas, negócio iniciado há mais de 40 anos por seu sogro. Este ano marca a primeira vez que Márcia participa do evento, onde seu sogro trabalhou por décadas até falecer há 12 anos.
O estande, que atrai olhares, tem Aguinaldo Sérgio da Silva, que há 30 anos trabalha com a receita familiar, contribuindo para a produção. Para ele, o segredo do sucesso está em “carinho e amor”. O preparo das cocadas exige dedicação, com cerca de 50 minutos de constante mexer no tacho, garantindo que o doce não queime.
A produção pode ultrapassar 300 cocadas diariamente, mesmo com a intensidade do trabalho. Aguinaldo menciona que a cocada de doce de leite, por exemplo, demanda mais de quatro horas para ser finalizada. Embora os sabores tradicionais sejam a base da produção, a família também SE adapta às preferências do público, criando novas variações como cocada queimada e paçoca.
Os preços praticados são acessíveis, com cocadas e doce de leite custando R$ 12, enquanto o coquinho e o pote de quebra-queixo são vendidos a R$ 15. Com uma trajetória que envolve diversas feiras e exposições, a família SE destaca, lembrando que Aguinaldo participou de sua primeira Expogrande em 1990.




