As negociações entre Os Estados Unidos e o Irã, realizadas no Paquistão, começaram no sábado (11) e encerraram na madrugada de domingo (12) sem alcançar um resultado satisfatório. Após mais de 21 horas de discussões em Islamabad, as delegações deixaram a capital paquistanesa sem um acordo definido e sem confirmação sobre a realização de novas conversas.
O insucesso das negociações não implica que a guerra recomeçará de imediato, mas levanta questionamentos sobre a continuidade do cessar-fogo temporário de duas semanas, que foi anunciado na terça-feira (7) e deve expirar em 22 de abril.
O Paquistão, que atuou como mediador, conseguiu promover uma trégua temporária após 40 dias de conflitos sem uma resolução clara, que causaram danos significativos ao Irã. Este foi o primeiro encontro direto entre as partes durante o conflito, realizado no Hotel Serena, com a mediação do chanceler paquistanês Ishaq Dar.
A delegação americana foi liderada pelo vice-presidente J.D. Vance e incluiu o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, além de Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump. O Irã foi representado pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e pelo chanceler Abbas Araghchi.
Os EUA apresentaram um plano de 15 pontos, incluindo a desarticulação do programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz, que permanece bloqueado pelo Irã desde o início do conflito. Em contrapartida, o regime iraniano fez uma proposta de 10 pontos, exigindo o controle sobre o Estreito e o fim dos ataques israelenses a seus grupos.
O presidente do Parlamento iraniano, Ghalibaf, ressaltou que os EUA não conseguem conquistar a confiança de Teerã. O analista Ali Vaez apontou que, embora a diplomacia continue, o caminho para um acordo é estreito e o tempo é escasso, especialmente com a trégua prestes a expirar.




