No último domingo, 12 de abril de 2026, as negociações entre os Estados Unidos e o Irã, realizadas em Islamabad, chegaram ao fim sem um acordo. Após 21 horas de discussões mediadas pelo Paquistão, as partes não conseguiram resolver o impasse em torno do programa nuclear iraniano, o que mantém a tensão na região.
Um dos principais obstáculos foi a recusa do Irã em firmar um compromisso de longo prazo que impeça o desenvolvimento de armas nucleares. O vice-presidente americano, J.D. Vance, destacou que os EUA buscam garantias sólidas de que Teerã não tentará rapidamente construir bombas atômicas, uma condição que os negociadores iranianos não aceitaram nesta rodada de conversas.
O Irã condiciona qualquer avanço às sanções econômicas serem suspensas e ao desbloqueio de recursos financeiros. Após o encontro, o tom dos representantes iranianos SE tornou mais firme, afirmando que a segurança no Estreito de Ormuz só será alterada SE os EUA concordarem com um acordo que considerem aceitável, incluindo um cessar-fogo que envolva o Líbano.
O governo do Paquistão atuou como intermediário, facilitando um diálogo que durou quase um dia. Embora não tenha sido alcançado um consenso, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, pediu que ambas as partes respeitem o cessar-fogo estabelecido na semana anterior, a fim de evitar uma escalada do conflito no Oriente Médio.
Essas conversas marcaram o primeiro contato direto entre as duas potências em 47 anos. Desde a retirada unilateral dos EUA do acordo nuclear em 2018, os diálogos SE limitavam a comunicações indiretas ou mediadas, tornando essa reunião um marco, apesar da ausência de resultados concretos.
Atualmente, o Irã possui urânio enriquecido a 60%, um nível próximo do necessário para a produção de armas nucleares, que requer 90%. O uso comum de urânio em usinas de energia é de cerca de 5%, o que justifica a pressão dos Estados Unidos por um 'enriquecimento zero'.




