Na madrugada do dia 18, quatro navios-tanque cruzaram o Estreito de Ormuz em direção ao Golfo de Omã. Essa movimentação é vista como um possível teste para o cessar-fogo entre os EUA e o Irã. Dois dos navios tinham como destino a China, transportando gás liquefeito de petróleo (GLP).
As embarcações Raine e Gardian estão sob sanções do OFAC, do Tesouro dos EUA, e todos os quatro navios são considerados parte da chamada “frota fantasma” do Irã, segundo informações da United Against Nuclear Iran, uma organização focada em políticas relacionadas ao Irã.
Os militares dos EUA implementaram um bloqueio naval a embarcações que entram ou saem dos portos iranianos desde a última segunda-feira. O ministro das Relações Exteriores do Irã declarou que o estreito estava “completamente aberto” enquanto durar a trégua, que termina na terça-feira. O presidente do parlamento iraniano advertiu que o estreito será fechado novamente se os EUA não suspenderem o bloqueio.
O general Dan Caine, comandante do CENTCOM, afirmou que os EUA seguirão navios associados ao Irã em águas distantes do Oriente Médio, incluindo o Indo-Pacífico. A expectativa é se os EUA irão interceptar esses navios enquanto navegam em águas internacionais.
Charlie Brown, conselheiro sênior da United Against Nuclear Iran, comentou que o Irã está em uma situação delicada, onde o tempo é crucial. Ele destacou que os navios-tanque estão, na prática, presos em um ciclo de três semanas até que o petróleo chegue à China.
Brown também observou que o verdadeiro teste do bloqueio começará em aproximadamente 10 dias, quando essas embarcações deverão passar pelos estreitos de Malaca e Cingapura, antes de se dirigirem à ancoragem na Malásia, onde tentam realizar transferências clandestinas de navio para navio. Caso essa cadeia seja interrompida, os impactos podem ser cumulativos.




