Neste sábado (16), Londres foi palco de uma grande manifestação da direita, onde milhares de pessoas se reuniram para protestar contra a imigração em massa, a insegurança pública e o governo de esquerda liderado pelo primeiro-ministro Keir Starmer, do Partido Trabalhista. O evento, denominado "Unite the Kingdom", foi organizado pelo ativista conservador Tommy Robinson e atraiu uma multidão significativa ao centro da capital britânica.
A Polícia Metropolitana de Londres estimou que cerca de 60 mil pessoas participaram do ato, enquanto veículos de notícias britânicos calcularam a presença em aproximadamente 50 mil, e organizadores afirmaram que mais de 100 mil pessoas estavam presentes. O percurso do protesto teve início na avenida Kingsway e seguiu em direção ao Parlamento britânico, onde a maioria dos manifestantes portou bandeiras do Reino Unido (Union Jack) e da Inglaterra (Cruz de São Jorge), além de cruzes de madeira.
Os manifestantes expressaram diversas preocupações sobre a atual situação do país, incluindo a questão da imigração, a liberdade de expressão e a segurança pública. Muitos deles afirmaram que a população britânica, especialmente os trabalhadores brancos, se sente marginalizada pelo governo. Durante o ato, gritos de protesto foram direcionados ao premiê Starmer, refletindo um descontentamento generalizado com a política migratória do governo trabalhista.
Em um discurso à multidão, Tommy Robinson enfatizou a importância da mobilização política, exortando os presentes a se registrarem para votar e se engajarem em partidos políticos. Ele destacou a relevância das próximas eleições, marcadas para 2029, afirmando que este é um momento crucial para a geração atual. Robinson não pediu ações violentas, mas sim uma participação ativa no processo democrático.
O protesto ocorre em um contexto de crise no governo Starmer, que enfrenta pressão interna dentro do Partido Trabalhista. Recentemente, a legenda sofreu uma significativa derrota nas eleições locais, onde o Reform UK, liderado por Nigel Farage, destacou-se como o grande vencedor, conquistando até mesmo áreas tradicionalmente trabalhistas. Nos últimos dias, membros da gestão de Starmer deixaram seus cargos, incluindo o ex-secretário de Saúde, Wes Streeting, que pediu demissão devido à perda de confiança na liderança do primeiro-ministro.
Uma parte do Partido Trabalhista está clamando pela saída de Starmer da liderança, defendendo uma nova eleição interna para escolher um novo líder. Se essa movimentação for bem-sucedida, poderá abrir caminho para a troca de Starmer no cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, com Streeting sendo um dos nomes cotados para a disputa pela liderança.




