A presença feminina nos esportes eletrônicos cresce em ritmo acelerado, acompanhando o desenvolvimento global do setor e a consolidação dos eSports como uma das indústrias mais influentes do entretenimento digital. Hoje, mulheres se destacam como jogadoras, narradoras, criadoras de conteúdo e líderes de equipes, ainda que enfrentem desafios estruturais.
Os eSports consistem em competições profissionais ou amadoras de jogos eletrônicos, que podem ser acompanhados em arenas, transmissões online ou na TV, reunindo um público global impressionante em plataformas como a Twitch e o YouTube. A Ásia lidera o consumo, concentrando mais de 50% da audiência mundial.
No Brasil, os números são bem animadores, com o país figurando entre os cinco maiores mercados do mundo em número de jogadores e no top 10 global em receitas com jogos. As mulheres já eram maioria entre os jogadores de videogame em 2019, mas permanecem sendo minoria no cenário profissional.
A participação feminina cresce em competições, na criação de conteúdo e na liderança de projetos, reflexo de maior interesse, acesso e mudança cultural. No entanto, as jogadoras frequentemente relatam episódios recorrentes de assédio, xingamentos e descrédito sobre sua habilidade, o que afasta talentos e cria obstáculos emocionais e psicológicos.




