O dia começa cedo para muitas mulheres que atuam em diferentes setores da economia rural em Mato Grosso do Sul. Elas estão ocupando funções estratégicas na indústria, no campo, na gestão de dados e na restauração ambiental, demonstrando que técnica e organização são essenciais para a produtividade. A rotina, em alguns casos, se inicia antes do amanhecer, como no caso de Mércia Cristina dos Santos, que opera máquinas pesadas no setor florestal em Bataguassu.
Mércia relata que sua jornada começa às 4h da manhã, onde realiza diversas atividades no campo, desde manobrar tratores até o plantio de eucalipto. Ela destaca que, apesar do machismo presente no Brasil, trabalha em uma equipe onde há igualdade de funções e salários. A presença feminina também se destaca nas indústrias do agronegócio, onde Roberta Maia ocupa um cargo de diretoria na Servsal, empresa de nutrição animal. Roberta fala sobre os desafios de liderar uma equipe majoritariamente masculina sendo mulher e mãe.
A atuação feminina no setor leiteiro também se mostra relevante, com a zootecnista Giovana Albuquerque, técnica do Senar, contribuindo para a produtividade das propriedades. Ela explica que a organização de dados e a observação dos animais são fundamentais, ressaltando que a participação da mulher na gestão melhora o controle do sistema. O trabalho abrange áreas como nutrição do rebanho e análise de custos de produção, exigindo conhecimento técnico e sensibilidade.
Além disso, mulheres quilombolas, assentadas e indígenas participam de iniciativas ambientais, como a coleta e comercialização de sementes nativas para a restauração do Pantanal, coordenadas pelo Instituto Taquari Vivo. O projeto já comercializou 16 toneladas de sementes, mostrando a importância da contribuição feminina em diversas frentes.




