Na noite de um dia recente, uma mulher de 32 anos fez um apelo silencioso ao Corpo de Bombeiros ao sussurrar durante uma ligação para o número 193. Ela relatou que seu ex-companheiro havia invadido a casa onde se encontrava com os três filhos, no Bairro Parque dos Poderes, em Campo Grande. O áudio da chamada, que durou 1 minuto e 50 segundos, revela a dificuldade da vítima em se expressar devido à situação de ameaça iminente.
No início do atendimento, um Bombeiro Militar identificou-se e aguardou a resposta da mulher, que finalmente respondeu em voz baixa, confirmando a emergência. Ao tentar informar o endereço, ela mencionou que o homem havia pulado o portão. Porém, a comunicação ficou interrompida rapidamente, e no fundo da ligação, foi possível ouvir a voz do agressor. O militar, percebendo a gravidade da situação, continuou tentando obter informações da mulher, mas ela não conseguiu mais se pronunciar.
Após a ligação, a mulher enviou uma mensagem via aplicativo informando que seu ex-companheiro a ameaçava de morte. Durante a chegada das equipes ao local, os bombeiros acionaram os sinais de emergência e, ao tentarem abordar a situação, o ex-companheiro declarou que mataria qualquer pessoa que tentasse entrar na residência. Com a situação tensa, a mulher conseguiu se aproximar do portão e detalhou que ele havia forçado a entrada, portava uma faca e impedia que ela e os filhos deixassem o imóvel.
Graças à coragem da mulher, que conseguiu recuperar a chave do portão, as equipes puderam entrar. Os três filhos, com idades de 14, 12 e 5 anos, foram resgatados em segurança. O ex-companheiro, que ainda estava dentro da casa, foi preso ao sair do local. A faca que ele utilizou para ameaçar a mulher foi encontrada em sua posse.
O histórico do relacionamento da mulher com o ex-companheiro inclui cinco anos de união estável, mas a separação ocorreu em 2024. A vítima havia registrado uma ocorrência anterior contra ele e possuía uma medida protetiva, que estava vencida. Durante a abordagem, ela revelou que o ex-companheiro a xingou, ameaçou de morte e tentou restringir sua liberdade de locomoção. Após o ocorrido, a mulher solicitou uma nova medida protetiva. O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).




