Uma ação conjunta da Polícia Civil, com participação do Grupo de Operações e Investigações (GOI) e apoio da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC), culminou na recuperação de um veículo que estava prestes a ser enviado à fronteira com o Paraguai. Essa operação também desvendou uma falsa comunicação de sequestro, impedindo a execução de um golpe contra uma empresa locadora de veículos.
As investigações tiveram início após informações da Polícia Civil do Paraná sobre o desaparecimento de uma mulher de 26 anos, que atuava como motorista de aplicativo. A mãe da vítima havia registrado um boletim de ocorrência afirmando que sua filha teria sido sequestrada durante uma viagem, e que o carro utilizado por ela apresentava sinal de rastreamento no bairro Nova Lima, em Campo Grande.
Diante da gravidade da situação, o GOI iniciou uma Operação Saturação na região do bairro Nova Lima, mobilizando várias equipes policiais. Durante as buscas, os investigadores encontraram o veículo estacionado na Rua dos Amigos e passaram a monitorá-lo. Logo em seguida, um homem, identificado pelas iniciais M.B.S., foi abordado ao entrar no carro. Ele alegou que apenas havia sido encarregado por uma pessoa desconhecida de retirar a chave do automóvel, mas suas respostas foram contraditórias e o endereço que forneceu não tinha relação com a investigação.
O veículo foi apreendido e encaminhado para a DEPAC CEPOL, onde se preservaram as provas e deram continuidade às investigações. Enquanto isso, o GOI recebeu informações de que a mulher teria comparecido a um Centro POP em Campo Grande. A equipe se deslocou imediatamente até o local, onde conseguiu encontrá-la e ouviu suas declarações.
Durante o depoimento, a mulher afirmou que não havia sido sequestrada, esclarecendo que participou voluntariamente de uma ação que visava aplicar um golpe contra a seguradora. Ela revelou que, ao perceber a gravidade do que estava sendo planejado, tentou desistir, mas foi pressionada pelos outros integrantes do grupo a continuar com o plano. A mulher também relatou que recebeu instruções para registrar um boletim de ocorrência falso simulando um roubo e que seu celular foi retido pelos criminosos em um determinado momento do plano.
As investigações indicaram que o golpe não se concretizou, pois a organização criminosa não conseguiu remover o rastreador que estava instalado no veículo, o que permitiu sua localização em tempo real e a pronta intervenção do GOI. O automóvel foi recuperado antes de ser enviado à fronteira e foi posteriormente devolvido ao representante legal da locadora. Em função das declarações e das evidências reunidas, a mulher passou a ser considerada suspeita pelos crimes de estelionato tentado e associação criminosa, e as investigações seguem para identificar e responsabilizar outros integrantes do esquema.




