O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou a prisão de Catherine Beth Washburn, uma mulher de 37 anos residente em Irondequoit, Nova York, sob a acusação de fornecer apoio material à Jihad Islâmica Palestina, um grupo classificado como terrorista e que atua na Faixa de Gaza.
A investigação revelou que Washburn teria transferido dinheiro em criptomoedas para um homem que se apresentava como um "combatente" da Jihad Islâmica Palestina. Esse indivíduo alegava ter participado de ataques terroristas direcionados ao Estado de Israel, segundo as informações apresentadas pelo Departamento de Justiça.
Washburn é identificada como uma das lideranças do Direct Action Movement for Palestinian Liberation, conhecido pela sigla DAMPL. Esse grupo surgiu após o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023 e é caracterizado por rejeitar ações pacíficas, defendendo ações diretas e violentas em prol da causa palestina.
Em fevereiro e março de 2026, a Força-Tarefa Conjunta contra o Terrorismo do FBI cumpriu mandados de busca e apreendeu comunicações entre Washburn e o suposto combatente na Gaza. As mensagens recuperadas contêm expressões de apoio à violência contra israelenses, além de discussões sobre armamentos e ataques realizados pela Jihad Islâmica Palestina.
Uma das mensagens apresentadas na acusação mostra Washburn afirmando que, se vivesse em Gaza, lutaria "ao lado da resistência". Ela também manifestou desejos de que todos os dias fossem 7 de outubro, expressando aversão aos judeus e desejando o desaparecimento de Israel. O Departamento de Justiça ressaltou que Washburn demonstrou contentamento ao receber notícias sobre a morte de soldados israelenses.
As mensagens trocadas entre Washburn e o combatente serão utilizadas como evidência para provar que a mulher financiava e apoiava um grupo terrorista reconhecido pelos EUA. O procurador federal Michael DiGiacomo, do Distrito Oeste de Nova York, destacou que a acusada possui um "ódio autodeclarado" ao Estado de Israel e ao povo judeu.




