O Mundial de futebol de 2026, que será realizado em Estados Unidos, Canadá e México, introduz um novo modelo logístico e normativo na transmissão esportiva. Com a ampliação do torneio para 48 seleções, a competição contará com 104 partidas oficiais. No Brasil, a principal mudança é a pulverização das transmissões, exigindo que os torcedores se familiarizem com as novas emissoras e plataformas que exibirão os jogos ao vivo.
Historicamente, o mercado de transmissões de futebol no Brasil foi dominado pelo Grupo Globo, que centralizou todas as negociações com a Fifa por quase três décadas. Durante a pandemia, renegociações permitiram a entrada de novas agências, como a LiveMode, que gerencia pacotes para plataformas digitais. A transmissão da Copa do Mundo de 2022 serviu como teste para esse novo modelo, validando a exibição via internet e preparando o caminho para a competição de 2026.
A distribuição das partidas será baseada em critérios rigorosos de direitos conexos, com quatro grandes grupos detendo os direitos de transmissão. A CazéTV, gerida pela LiveMode, terá exclusividade para exibir todos os 104 jogos, sendo 49 com proteção absoluta contra concorrência no Brasil. O Grupo Globo transmitirá 55 partidas, incluindo todos os jogos da Seleção Brasileira, enquanto o SBT e a N Sports terão 32 jogos na TV aberta e o mesmo número na TV por assinatura.
Uma nova regra permitirá que casas de apostas legalizadas também transmitam jogos, uma inovação aprovada pela Fifa e pela Stats Perform. Essas mudanças refletem uma transformação significativa no ecossistema de transmissão de eventos esportivos no Brasil, que agora apresenta um modelo mais diversificado e competitivo.



