Casos de dengue e chikungunya em Jardim, cidade localizada a 240 km de Campo Grande, crescem e geram preocupação entre moradores, especialmente no bairro Ceac, que registra maior incidência. Residentes relataram infestação pelo mosquito Aedes aegypti e cobram maior presença do poder público, como visitas de agentes de endemias e uso de fumacê, além de limpeza nas ruas.
A secretaria municipal de saúde informou que intensificou as ações de combate ao vetor no mês de fevereiro. Dados do SINAN apontam 40 casos confirmados de chikungunya e oito de dengue em janeiro, com mais de 100 notificações envolvendo as duas doenças. Entre os casos estão uma criança de três meses com chikungunya, outra de um ano e sete meses com dengue e chikungunya simultaneamente, além de registros em gestantes e idosos.
O mutirão contra a dengue segue em andamento nas vilas Camisão, Santa Luzia e Brasil. A prefeitura destacou que mais de 400 focos com larvas do mosquito foram eliminados, sendo 96% encontrados em residências e estabelecimentos comerciais. A recomendação para moradores é vistoriar quintais semanalmente para evitar acúmulo de água.
O bloqueio químico foi classificado como medida paliativa. A eliminação de recipientes que acumulem água é considerada a principal estratégia para prevenir a reprodução do Aedes aegypti e reduzir novos casos no município.




