A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comunicou, nesta terça-feira (30), sua decisão de deixar a presidência do PL Mulher. Em declaração, ela mencionou que a escolha foi feita após reflexões com seu marido, Jair Bolsonaro, sobre o "momento em que estamos vivendo em nossa família". Essa decisão ocorre poucos dias após Michelle ter publicado um vídeo onde relatou ter sido "maltratada" e "humilhada" pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em nota oficial, Michelle informou que se reuniu com o Presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, para comunicar sua decisão de se afastar do cargo e se dedicar integralmente à sua família. "Reuni-me com o Presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a presidência do PL Mulher para me dedicar – integralmente – aos cuidados para com o meu marido e minha filha", detalhou.
A ex-primeira-dama expressou gratidão pelo tempo em que esteve à frente do PL Mulher e elogiou a força das mulheres brasileiras. "Conhecendo a força e a capacidade das mulheres brasileiras, tenho certeza de que o nosso movimento crescerá ainda mais e teremos um futuro próspero para os nossos filhos e netos", afirmou.
No vídeo divulgado em 24 de junho, Michelle relatou que Flávio a teria maltratado ao dizer que ela não deveria participar das decisões do partido. "Ele me maltratou e disse que eu deveria ficar de fora das decisões do partido", afirmou, acrescentando que se sentiu "apunhalada" ao ver Flávio defendendo o deputado André Fernandes (PL-CE), que havia declarado apoio a Ciro Gomes (PSDB) na corrida ao governo do Ceará.
Michelle é contrária ao apoio do PL a Ciro Gomes e defende que a vereadora Priscila Costa (PL-CE) seja uma das candidatas ao Senado. Em resposta, o deputado André Fernandes afirmou que a opinião de Michelle não mudaria as decisões do partido.
Em suas declarações, Michelle também comentou sobre as críticas feitas por Flávio a ela após suas opiniões sobre o PL no Ceará. O senador, por sua vez, negou ter maltratado Michelle e pediu desculpas caso suas ações a tivessem ofendido. Ele reconheceu o trabalho da ex-primeira-dama no PL Mulher e seu cuidado com Jair Bolsonaro.




