O dólar apresentou leve alta em relação ao real, fechando a R$ 5,111, enquanto o Ibovespa teve uma leve queda de 0,06%, encerrando a sessão a 173.714,08 pontos. O dia foi marcado por um aumento significativo de quase 5% no preço do petróleo, em meio a um cenário global de tensões crescentes no Oriente Médio, especialmente entre Estados Unidos e Irã.
A valorização do petróleo, que se refletiu nas ações da Petrobras, não foi suficiente para impedir a queda do índice da bolsa brasileira. O dólar, que chegou a ser cotado a R$ 5,133 por volta das 10h30, perdeu força durante a tarde, encerrando com alta de R$ 0,24%. Na semana, a moeda teve uma variação praticamente nula, apresentando uma queda de 1% em julho, enquanto acumula desvalorização de 6,88% em 2026.
Apesar do desempenho negativo do Ibovespa, o real se saiu melhor em comparação com outras moedas emergentes, beneficiado pelo aumento das cotações do petróleo. Este cenário melhora as perspectivas para os termos de troca do Brasil, um importante exportador da commodity, aliviando parte da pressão sobre a moeda. O impacto das tarifas elevadas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros foi um fator secundário nas decisões dos investidores nesta sexta-feira.
O Ibovespa, principal índice da B3, confirmou a primeira perda semanal em um mês, após operar em alta durante parte do dia. A pressão sobre o índice aumentou à medida que os juros futuros avançaram, levando as ações voltadas ao consumo a liderar as perdas. O desempenho positivo da Petrobras, impulsionado pela alta do petróleo, foi um fator que limitou as quedas do índice.
No cenário internacional, as ações de fabricantes de chips e empresas de inteligência artificial caíram, contribuindo para um movimento geral de migração de investidores para ativos considerados menos arriscados. O aumento das cotações do petróleo foi impulsionado pela escalada dos ataques entre Estados Unidos e Irã, além de preocupações com possíveis interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma rota crucial para a exportação de petróleo.
Os preços do petróleo, com o barril do tipo Brent encerrando a R$ 88,10 e o WTI a R$ 82,49, registraram uma valorização próxima de 16% na semana. Essa alta reflete temores de que o aumento das tensões no Oriente Médio possa levar a novos choques de oferta, mantendo a pressão sobre os preços da energia e potencialmente afetando a inflação global e as políticas monetárias das principais economias.


