As bolsas asiáticas apresentaram um dia negativo nesta quarta-feira (19), refletindo o recuo no mercado de ações dos EUA, que já acumula três pregões consecutivos de perdas. A aversão a ativos relacionados à inteligência artificial ganhou destaque, contribuindo para a desvalorização dos índices na região.
O índice sul-coreano Kospi foi o maior perdedor, registrando uma queda de 5,80%, ao fechar em 6.471,17 pontos. As ações da Samsung Electronics, uma das principais beneficiárias do boom da inteligência artificial, caíram 7,8%. A situação se agravou para a fabricante de chips SK Hynix, que despencou 9,8%, sublinhando o impacto negativo sobre as empresas do setor.
Em Tóquio, o índice Nikkei também sofreu perdas, encerrando o dia com um recuo de 3,16%, atingindo 65.326,42 pontos, o menor patamar em duas semanas. A alta dos rendimentos dos títulos soberanos japoneses, que se aproximam de uma máxima de três décadas, e a venda de ações de tecnologia pressionaram o índice. O rendimento dos JGB (títulos do governo japonês) de 10 anos foi negociado acima de 2,9%, em meio a expectativas de que o Banco do Japão (BoJ) possa elevar sua taxa básica para conter a inflação.
Na China, o Xangai Composto apresentou uma queda de 2,40%, finalizando o pregão em 3.894,42 pontos. Apesar do cenário negativo, as ações da Unitree, fabricante de robôs humanoides, tiveram um desempenho notável, com uma alta de quase 630% durante sua estreia no mercado STAR, semelhante à Nasdaq. A empresa arrecadou cerca de US$ 900 milhões em sua oferta pública inicial (IPO). Por outro lado, o Shenzhen Composto, que é um índice menos abrangente, caiu 4,86%, fechando a 2.507,25 pontos.
Outras bolsas asiáticas também sentiram o impacto do clima de incerteza. O Taiex, em Taiwan, recuou 1,30%, terminando em 44.719,35 pontos. O Hang Seng, em Hong Kong, teve uma leve alta de 0,09%, fechando em 25.495,07 pontos.
As preocupações com a escalada dos preços do petróleo contribuíram para o nervosismo do mercado. Os preços do petróleo bruto têm mostrado oscilações significativas, em meio a incertezas sobre um possível acordo entre EUA e Irã que permitiria a livre circulação de petroleiros do Golfo Pérsico. O barril de Brent estava sendo negociado a US$ 72,87 antes do início da guerra e, na madrugada, apresentava um aumento de 0,30%, atingindo US$ 91,30.




