O médico infectologista Rivaldo Venâncio da Cunha destacou a importância da decisão do prefeito Marçal Filho em decretar emergência em saúde pública em Dourados. A medida foi tomada devido à epidemia de febre chikungunya, que foi identificada na Reserva Indígena e está se espalhando pelos bairros. Rivaldo ressaltou que a ação foi correta, pois ocorreu antes que a rede de saúde entrasse em colapso, permitindo evitar uma situação caótica na cidade.
O infectologista, que é professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e atua na Fundação Oswaldo Cruz, comentou que Dourados se antecipou a outras cidades, onde a emergência é decretada após o colapso. Ele elogiou o prefeito pela rapidez na decretação, que possibilita acesso a recursos do Ministério da Saúde. O decreto número 587, editado em 20 de março de 2026, autoriza medidas de vigilância em saúde para conter a epidemia.
Marçal Filho explicou que a decisão foi tomada em conjunto com o secretário municipal de Saúde e o coordenador da Força Nacional do SUS, ouvindo especialistas como Rivaldo. O prefeito destacou a qualificação do infectologista para enfrentar a epidemia, que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
Rivaldo também esclareceu que a chikungunya é uma doença que causa dores articulares severas e pode deixar sequelas. Em contraste com a dengue, que geralmente não traz sequelas, a chikungunya pode resultar em dores persistentes que variam de semanas a anos. O médico alertou sobre o potencial de infecção do mosquito, que pode infectar centenas de pessoas em um curto período.




