O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, apresentou nesta terça-feira (7) em Campo Grande, para autoridades e empresários do Chile, o potencial da cadeia produtiva da laranja. O evento, denominado Dia Tarapacá MS Brasil, foi promovido pelo escritório de representação comercial da Região de Tarapacá e celebrou os três anos de atuação do hub de negócios, além de destacar as oportunidades que a Rota Bioceânica pode trazer para o Estado.
A Rota Bioceânica é um corredor que conecta o Oceano Atlântico ao Pacífico, partindo do Brasil por Mato Grosso do Sul, atravessando Paraguai e Argentina até alcançar os portos chilenos, como Iquique e Antofagasta. Durante sua apresentação, Riedel ressaltou a localização estratégica do Estado como porta de entrada da rota e apresentou dados sobre a capacidade produtiva regional, incluindo indicadores econômicos e sociais que favorecem o ambiente de negócios.
Riedel destacou que Mato Grosso do Sul ocupa a sexta posição no país em termos de investimentos públicos e atualmente conta com R$ 81 bilhões em investimentos privados. Esse cenário contribui para que o Estado tenha a terceira menor taxa de extrema pobreza do Brasil. O governador também mencionou a importância da sustentabilidade, ressaltando que Mato Grosso do Sul busca se tornar o primeiro estado brasileiro carbono neutro.
Entre os investimentos destacados, Riedel mencionou a instalação da primeira fábrica da empresa chilena Arauco no Brasil, localizada em Inocência, que deverá gerar aproximadamente 14 mil empregos durante o auge das obras. Ao abordar as possibilidades de negócios com o Chile, ele apontou que apenas 2,2% das exportações sul-mato-grossenses têm como destino o mercado chileno, um número considerado baixo diante do potencial apresentado pela Rota Bioceânica.
O governador da Região de Tarapacá e presidente da Corporação de Desenvolvimento Regional, José Miguel Carvajal Gallardo, comentou que a implementação da Rota Bioceânica é um marco histórico para a integração sul-americana, ressaltando a importância de fortalecer os laços econômicos e culturais com Mato Grosso do Sul. A projeção é que o Corredor Bioceânico possa reduzir em cerca de 9,7 mil quilômetros a rota marítima das exportações brasileiras para a Ásia, encurtando o transporte para a China entre 12 e 17 dias, o que aumentaria a competitividade dos produtos brasileiros.
O evento foi uma oportunidade para estreitar laços e gerar novos negócios, com foco na citricultura como uma das principais cadeias produtivas a serem exploradas. Riedel enfatizou que esse é um momento crucial para atualizar informações e fomentar a geração de novas oportunidades para o Estado e seus empresários.




