O avanço do saneamento básico em Mato Grosso do Sul tem sido puxado por números expressivos nos últimos anos. A cobertura de coleta de esgoto no Estado saltou de 46% para 75,12% desde 2020.
A capital, Campo Grande, atingiu a universalização do saneamento antes do prazo previsto pelo marco legal do setor, que estabelece a meta até 2033. A cidade conta com mais de 4 mil quilômetros de rede de água tratada e outros 3 mil quilômetros de rede de esgoto, com 100% do volume coletado passando por tratamento antes de retornar ao meio ambiente.
O investimento no serviço soma R$ 2,5 bilhões desde 2000, quando o serviço foi concedido na capital. Interior acelera expansão, a expansão do sistema também avançou com a Parceria Público-Privada (PPP) firmada com a Sanesul e a Ambiental MS Pantanal, empresa da Aegea Saneamento.
Entre 2021 e abril de 2026, foram implantados 729 quilômetros de rede de esgoto em 68 municípios, com 58 mil novas ligações domiciliares. Além da expansão física da rede, o volume de esgoto tratado no Estado mais que dobrou: passou de 13,9 bilhões de litros por ano para 32 bilhões até o fim de 2025.
Impacto ambiental e nova fase de investimentos A ampliação da infraestrutura também reduziu o lançamento de esgoto sem tratamento. Desde o início da PPP, cerca de 131,6 bilhões de litros deixaram de ser despejados diretamente em rios e córregos. Para manter o ritmo de expansão, um novo ciclo de investimentos foi contratado em 2025, com financiamento superior a R$ 700 milhões.
A projeção é alcançar 94% de cobertura de esgoto antes de 2028, com a instalação de mais 2.600 quilômetros de rede, conexão de 344 mil imóveis e ampliação da capacidade de tratamento.




