Carlitos Fioravante Vieira de Oliveira, hospitalizado após um incêndio que o deixou com queimaduras, apresentou sua versão sobre o caso que resultou na prisão de sua esposa, a médica-veterinária Lidiane Cecília Pereira. Em um vídeo divulgado, ele afirma que Lidiane não teve a intenção de matá-lo e tentou apagar as chamas que o atingiram. A gravação foi revelada na quinta-feira, 2, mesmo dia em que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) denunciou Lidiane por tentativa de homicídio qualificado, alegando motivo torpe e uso de fogo.
No relato de Carlitos, ele confirma que uma discussão ocorreu entre o casal antes do incidente, durante a qual Lidiane jogou álcool sobre ele e em uma mochila que estava sendo arrumada para uma viagem. "O que aconteceu no dia que aconteceu o incidente com o fogo, a gente tinha discutido, teve uma discussão e ela tacou o álcool na minha mochila e tacou o álcool em mim", explicou.
Após a discussão, Carlitos foi até o lado de fora da casa para conversar com Lidiane, que havia saído para fumar. Ele descreve o momento em que o fogo começou como rápido e confuso, sem lembrar exatamente como as chamas se iniciaram. Ao perceber o incêndio, ele tentou se proteger rolando no chão. "Ela veio tentar apagar também, me ajudou. Ela arrancou a minha blusa que estava pegando fogo e até queimou a mão dela também", relatou.
Carlitos destacou que Lidiane foi a primeira a socorrê-lo, levando-o ao hospital de forma apressada após o acidente. "Ela foi a pessoa que me socorreu, que me levou correndo para o hospital. Eu até falei para ela: vai com calma. E ela foi desesperada", contou.
O homem decidiu gravar o vídeo com o intuito de apresentar sua versão dos acontecimentos às autoridades. Ele reforçou que gostaria que sua palavra fosse ouvida no processo. A acusação do MPMS contrasta com a conclusão da Polícia Civil, que, embora inicialmente indicasse a possibilidade de tentativa de homicídio, considerou que o comportamento posterior de Lidiane demonstrava arrependimento, já que ela tentou apagar as chamas e buscou atendimento médico para Carlitos.
A Polícia Civil, no entanto, optou por indiciar Lidiane por tortura, baseando-se em uma declaração dela que indicava a intenção de obter uma confissão sobre uma suposta traição. Agora, a Justiça deverá analisar a denúncia do Ministério Público e decidir se Lidiane se tornará ré na ação.




